“O proibido não é, pois, eterno, e sim sujeito a mudanças.”

Enquanto fazia arrumações em meus documentos encontrei essas notas de Hermman Hesse.
Escritor de grande admiração minha. Resolvi dividir com vocês, uma vez que considero que tais trechos se adéquam perfeitamente aos conflitos atuais.
 
– “O proibido não é, pois, eterno, e sim sujeito a mudanças.” (Demian)
 
– “…cada um de nós, tem que encontrar por si mesmo o “permitido” e o “proibido” relativamente a sua própria pessoa – o que é proibido paraa cada um de nós. Podemos deixar de fazer tudo o que for proibido e sermos, a despeito disso, um ressumado patife. E vice-versa – Em suma, tudo não passa de uma questão de comodidade! Aquele que acha mais cômodo não ter que pensar por si mesmo e ser seu próprio juiz, acaba por submeter-se as proibições vigentes. Acha isso mais simples. Mas há outros que sentem em si mesmo a sua própria lei, e consideram proibidas certas coisas que os homens de bem perpetram a todo instante e permitem outras sobre as quais recai geral interdição. Cada qual tem que responder por si mesmo.” (Demiam)
 
– “Se existem bem aventurança e um paraíso, e se tal bem aventurança pode alcançar-se somente mediante o sofrimento e purificação pela dor, nenhuma dor ou sofrimento é tão grande, que dele se deva fugur.” (Gertrud)
 
 
Quem nunca ouviu falar do escritor segue abaixo descrição do mesmo encontrada na Wikipédia. Se decidir conhecê-lo, aconselho começar pela obra ‘Demian’ e depois ‘O Lobo da Estepe’.
 
Wikipédia:
Hermann Hesse (Calw, 2 de julho de 1877Montagnola, 9 de agosto de 1962) foi um escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço.
Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como era da vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário. Acumula então sólida cultura autodidata e resolve dedicar-se à literatura.
Travou contato com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à índia em 1911 e com a psicanálise por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Estas duas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da obra de Hesse.
Procurou construir sua própria filosofia, a partir de sua revolta pessoal (Peter Camenzind, 1904) e de sua interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente (Sidarta), e em especial em O Lobo da Estepe (1927), que é também uma crítica contra o militarismo e o revanchismo vigente na sua terra natal depois da Primeira Guerra Mundial. Esta postura corajosa o fez bastante popular na Alemanha do pós-guerra, depois da desnazificação.
Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura
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