Não me diga não. (Simone Sá Pinto)

Não. Já paramos para pensar em quantas vezes ao dia pronunciamos esta pequena e tão poderosa palavra? A resposta é a própria. Não. Não paramos, mas, pronunciamos incessantemente.
 
A negação é um ato muito extremo, que leva a irritabilidade e acuação. Gera barreiras, cria traumas, e fecha portas.
 
Será que conseguimos viver em permissão? Em aceitação? Claro que a idéia aqui está longe de submissão. Falo apenas de aceitação de diferenças de pensamentos e argumentos. Sugiro, um colocar-se no lugar do outro. Mente aberta para novas possibilidades. Voltas para transformar o proibido em permitido, gerando ambiente de calmaria.
 
Muitas vezes, o uso excessivo dessa palavra nos encaminha a discórdia e conflitos, que poderiam ser resolvidos facilmente na tentativa do sim.
 
Por exemplo: Alguém lhe pede algo e você responde: Agora não. A pessoa fica chateada e sente tom de má vontade quando na verdade, pode não ser o caso. A mesma pergunta pode ser respondida da seguinte forma: É urgente? Ou, tem como esperar um pouco, pois agora estou ocupado? Isso é viver o sim. A pessoa recebe melhor sua reação sincera, sem má vontade e está evitado o ambiente de desconforto.
 
Estamos todos, ultimamente, atarefados e estressados com nossas vidas corridas e tentando ao máximo, criar métodos rápidos e práticos de solucionar nossas problemáticas, daí o uso do não, como forma rápida de resolver. No lugar de uma frase explicativa e compreensiva, simplesmente surge o “não”.
 
Sugiro que deixemos um pouco de lado a nossa praticidade e comecemos a aprender a driblar o não de nosso discurso. Garanto que o esforço irá favorecer laços profissionais e familiares e estaremos no caminho para a tranqüilidade e paz.
 
Por favor, não me diga não.
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