Novas Tendências

Houve uma época em que Novas Tendências era o nome de um programa de rádio apresentado por José Roberto Mahr. Comissário de bordo, na década de oitenta quem queria escutar algo novo, dependia dos discos de vinil trazidos de fora por Zé. Nada estava em catálogo no Brasil. Tudo raridade. Até para escutar U2 ou The Smiths dependia-se do Zé Roberto. Que saudade…

 

 
Hoje essa loucura. Pirataria a rodo, programas onde pegamos música na internet, não tem mais nada disso. E foi também pro brejo a indústria fonográfica.
 
Mas não estou aqui para falar DESSAS tendências. Estou querendo saber e procurando, onde estão as NOSSAS novas tendências, as de hoje em dia. Onde está a fome pelo novo, diferente, raro…
 
Tudo bem a globalização… mas a minha pergunta é mais profunda que isso. Quero saber se vamos simplesmente digerir tudo o que está nos sendo jogado em velocidade máxima, em alta voltagem, sem parar para analisar.
 
Governo, meio ambiente, violência, tecnologia, catástrofes, tudo girando no mundo sem mixagem. A gente assistindo, assistindo, se indignando, cuspindo, e daí? Qual é a nova tendência?
 
Diria que, ou melhor, sugeriria que a nova tendência fosse começarmos a colocar as mãos nas pick up’s. Virar o disco, mudar a faixa, sintonizar o positivo, aumentar o som da indignação e darmos início a mixagem de um lugar mais plausível de se viver.
 
No momento estamos sentados escutando rádio sem antena. Vamos trazer de volta a raridade de brigar com vontade pelas novas tendências. E que sejam realmente novas, não mais esse CD arranhado da vida que andamos vendo por aí.
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