Nem tudo que reluz é ouro (Simone Sá Pinto)

Nem tudo o que reluz é ouro
E os dezoito quilates só brilham para os que sabem enxergar
 
É muito difícil apurar
Ter certeza da veracidade
Muito mai que um quilo de sal é preciso experimentar
 
Aquilo que é mais precioso
Geralmente não reluz
Está entre a multidão como agulha em palheiro
Passível de cair em bueiro
E poucos reconhecem o que conduz
 
Felizes dos que encontram
Dos que não andam desavisados
E abaixados pegam o grão esparramado
 
De sorte são essas pessoas
Conseguem entender que tudo vem de outro lugar
Que a orquestra é regida pelos anjos
E transcorrem suas vidas de olhos abertos, no trabalho do tesouro comum
A felicidade do próximo, fazendo reluzir o ouro interno de cada um
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