Debate sobre pedintes de rua

Me dá uma moedinha

Me dá uma moedinha

Me dá uma moedinha

Ou

Me dá um troco pro café

Me paga um pão

Me paga um prato de comida

Por vezes o pedido não vem de uma criança e sim de uma mãe com três amamentando um deles.

Os pensamentos que povoam nossas mentes nesses momentos são os mais diversos, tipo:

– Porque essa mãe não arruma uma faxina

– Será que essa criança não está pedindo porque a mãe mandou

– Não devo dar, não estarei alimentando a criança e sim o sistema, o problema é do governo

– Se eu der a cada uma que me pede vou à falência

– Será que querem dinheiro para drogas

E por aí vai

E qual a saída? No horário eleitoral conta-se vantagem de aumento de empregos. Pelo visto, não o suficiente.

O que fazer? Dar a grana? Dar três pulinhos? Fazer o sinal da cruz para aquela pessoa não te rogar praga?

Sinceramente não sei, só sei que ignorar o fato como fazemos não resolve. Se o governo não providencia. Nós cidadãos temos que pensar em uma saída. Não se pode continuar como está e a responsabilidade não é só do governo. O país é nosso. É muito cômodo jogar a culpa para lá e ir tomar chopp como se nada estivesse acontecendo. Temos que tomar as rédeas.

Eu escolhi por não dar dinheiro na mão de ninguém, quando posso dou a comida. Sinceramente não sei se estou agindo certo.

Dessa forma hoje decidi promover um debate aqui no blog. Estou deixando os comentários aberto para que escrevam suas sugestões. Quem sabe não chegamos a uma idéia que seja plausível.

A pergunta é: O que podemos fazer?

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5 Comentários »

  1. LFNoronha said

    Grande Simone! Já pensei em meia dúzia dessas frases. Sou contra dar qualquer coisa. Ouvi, certo dia, de um ex-morador de rua, dentro do ônibus, que o pior a fazer é sustentar quem está na rua. Ele disse que a melhor solução é ligar para o Serviço Social do município, pois na maioria dos casos eles têm família, casa e tudo mais. Parabéns pelo Blog e pelos temas sempre polêmicos e atuais…

    • mixonia40 said

      Bem Lufe e quanto ao comentário de Sandra? Outra pergunta. Qd vc vê um pedinte vc liga para o Serviço Social?
      Em materia anterior publicada aqui no Ooo Garra conto a estória de Bárbara que é expulsa de casa, acaba tendo que comer limão enquanto grávida e moradora de rua e é maltratada no Serviço Social que exige que volte para a casa da mãe que a explorava. Como ficamos nessa questão?

  2. Sandra said

    O problema é complexo. Abrigos não solucionam nada, pois não passam de “depósitos” temporários, sem a preocupação de ressocializar e/ou profissionalizar os abrigados. Reinserir moradores de rua em suas famílias, não é tão simples, pois ninguém faz essa opção se tiver uma família estruturada, presente e carinhosa. A maioria abandona o lar por receber maus tratos físicos, psicológicos, abusos sexuais ou por ser dependente químico.
    Pessoalmente tenho a seguinte postura: não dou esmolas. Colaboro com diversas instituições idôneas que cuidam de crianças e idosos e, dependendo da situação, ofereço um prato de comida, dinheiro NUNCA. Nossa obrigação é exigir do Estado a adoção de políticas públicas efetivas e eficazes para, pelo menos, minimizar o problema.

  3. mixonia40 said

    Bom comentário, mas já sabemos que o Estado não faz nada e não está nem um pouco aí. A materia do Blog tem a intenção de buscar como nós cidadãos podemos tomar as rédeas e fazer alguma coisa descartando o Estado.

  4. […] fonte: https://mixonia40.wordpress.com/ […]

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