Que saudade…

Encontrei essa matéria no jornal O Fluminense e embora se trate de um acontecimento em Niteroi, acredito que abrange todo o lugar. Cinemas antigos são hoje transformados em igrejas e etc, dando lugar para as mega salas com preços caríssimos onde você se vê obrigado a pagar caro até pela pipoca. Mais confortáveis conconcordo. Mas, porque não tranformaram os antigos nessas salas. E porque não podemos mais ter o prazer de comprar a pipoca e a bala do pipoqueiro? Há desculpa, esqueci… jogada de marketing.

De qualquer forma sinto saudade, e saudade até do dia em que estava no cinema Icaraí e um doido soltou uma galinha dentro da sala. (risos)

Veja matéria abaixo:

Jornal O Fluminense – Por: Adriana Martins 17/10/2010

Pensando em resgatar a memória do município, dois cineastas tiveram a ideia de produzir um filme relacionando todas as salas que deixaram marcas na cidade durante a década de 60

Ir ao cinema com a família, amigos e até com um affair era um costume antigo que foi diminuindo ao longo do tempo, em decorrência do fechamento das salas de cinema de Niterói, embora algumas ainda funcionem nos shoppings centers. Pensando em resgatar o verdadeiro caráter intimista do grande cinema e levar ao público a memória do município, dois cineastas cinéfilos tiveram a ideia de produzir um documentário relacionando todos os cinemas que fizeram história na cidade desde a década de 60.

Durante a reforma do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Máttar, coordenador de programação do Cine Arte UFF, teve a iniciativa de unir depoimentos, histórias e curiosidades desses cinemas para produzir uma exposição. Entretanto, o projeto tomou um rumo até então não imaginado, resultando em um desafio: um documentário com menos de 20 minutos.

E é com o apoio total de Eduardo Cantarino, estudante de Cinema da UFF, que os planos saem do papel e vão direto para as telinhas. É aí que começa a saga para encontrar os materiais úteis ao documentário – tudo que lembre os grandes salões de cinema de Niterói desde a década de 60: depoimentos, vídeos e, principalmente, fotografias!

“Primeiro surgiu a ideia de exposição, depois pensei aproximar ainda mais o público com a produção do documentário, que tem cerca de 15 minutos”, diz.

Ao fazer essa retrospectiva, o passado torna-se surpreendente. Acervos de jornais e bibliotecas são alvos preciosos para os organizadores, que vão atrás do maior número de informações possíveis acerca dos cinemas espalhados por Niterói durante mais de 40 anos. Mas para não correr o risco de deixar de fora algumas salas históricas, a população é convidada a colaborar.

Para dar vida ao filme, Paulo conta com depoimentos daqueles que viveram a época de ouro dos cinemas niteroienses. Ele diz que todos os interessados em contribuir para o enriquecimento da proposta podem contar suas experiências e revelar detalhes minuciosos por meio de fotografias. E a internet torna-se um aliado para os organizadores do projeto. Para conseguir encontrar quem fez parte dessa história, Paulo lança mão das redes sociais e, segundo ele, o resultado tem sido positivo.

“Estamos nessa fase de contatos e todo material recebido está sendo muito bem analisado. Tenho certeza de que muita gente tem muita história boa pra contar. Então fiz uma espécie de convocação via grupo do Yahoo, comunidade do Orkut e Twitter, e estamos tendo bastante retorno”, ressalta.

Todo esse trabalho ocorre enquanto o Centro de Artes da UFF está em reforma. Embora sem data marcada, o lançamento do filme está previsto para maio de 2011, no mesmo dia da exposição, quando revelará detalhes valiosos da memória de Niterói e reabrirá as portas da galeria de artes da universidade.

“Este certamente será mais um local a ser lembrado. O Centro de Artes UFF vai reabrir com muita novidade”, finaliza.
O futuro cineasta Eduardo Cantarino também tem total confiança no sucesso do documentário, como iniciativa de resgatar a história e mostrar o verdadeiro valor do cinema tanto para quem viveu a época de ouro quanto para a nova geração.

“A gente tem visto os cinemas de Niterói sendo substituídos por outros comércios, igrejas e até estacionamentos. É uma pena”, lamenta Eduardo, ao falar do fim das principais salas de cinema de Niterói.

“Mas a intenção é justamente trazer de volta a história dos grandes cinemas de Niterói e revelar a importância dele tanto àqueles que gostam quanto aos que não apreciam a sétima arte”, avalia.

Certamente as perspectivas são as melhores, entretanto, o que cabe a nós, expectadores, é aguardar o resultado, contribuindo, é claro, com todas as informações que estiverem ao nosso alcance.

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2 Comentários »

  1. LFNoronha said

    Tenho saudades dos Cines Icaraí, Windsor, Cinema 1 e Trade Center, todos em Icaraí. Se quiser ir assistir a um filme hoje só em shopping. Lamentável.

    • mixonia40 said

      Sabia que você não ficaria sem comentar essa matéria e imagino que tenha comentado com a Selma…rs…

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