Moderação é a solução

É impressionante o quanto as pessoas fazem questão de fugir desse assunto, ou se enganar quanto à questão. Por isso trago informações embasadas ao blog de hoje. O assunto é sério demais para ficar sem ser dito.

Vamos começar com a seguinte pergunta: Alguém já te ligou e te convidou para sair para tomar um “refri”, um suco, ou sorvete? Não. A pessoa te liga para ir tomar um chope, uma gelada, uma loira. É assim que os amigos e ou colegas de trabalho se reúnem. Em volta de uma mesa para beber. E se você não bebe, ou é ignorado no convite, ou tratado como careta. Ou até mesmo fica sem amigo/colega. Interessante não é?

Agora você tem ciência do que a bebida provoca em sua vida? Você responde: Sim, ressaca. Eu digo não, muito mais que isso. Falta de concentração, perda de memória, irritabilidade… e isso é só o começo. Podemos entrar nas doenças cardíacas, cirrose, atos de violência muitas vezes causando mortes, danos mentais irreparáveis, depressão. A lista é extensa garanto. Assim como a discussão sobre o assunto.

Ninguém é capaz de assumir que está fazendo uso abusivo do álcool. Até porque para isso teria que abrir mão de muita coisa, exigira muita coragem. Assim vivem inventando historinhas daqui e dali para encobrir o fato de que estão extrapolando os limites. Afinal não querem ficar de fora, “pagar esse mico”. Acham que precisam disso para se descontrair, para esfriar a cabeça de seus problemas e não percebem que no final das contas estão é criando problemas maiores para si mesmos.

Ok, livre arbítrio, quem sou eu para falar. Ninguém. Mas posso ao menos alertar assim para não ficar apenas a minha palavra estou publicando aqui, resumo de uma matéria da veja de 08 de setembro de 2009, alguns conceitos do AA (Alcoólatras Anônimos) e alguns links úteis: Constatação da OMS (Organização Mundial de Saúde), Matéria completa da Veja, Teste para saber se você é alcoólatra (Alcoólatras Anônimos)  

Alcoolismo – Revista Veja Edição: 2129 – 8 de Setembro de 2009 – RESUMO

Reportagem da Revista Veja desta semana aborda a questão da dependência do Álcool. No Brasil 70 milhões de pessoas, homens e mulheres bebem. Destes 30 milhões de brasileiros são bebedores de risco. Entre os homens 22 milhões abusam do álcool e 12 milhões são alcoólatras. Houve um aumento de 30% em relação há dez anos. Entre as mulheres oito milhões abusam do álcool e cinco milhões são alcoólatras. Esta proporção aumentou 50% em relação há dez anos.

A reportagem lembra que estudos recentes mostram que muitos destes homens e mulheres podem continuar desfrutando o que consideram os efeitos benéficos do álcool sem se tornarem alcoolistas.

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos sugere passos vitais para o bebedor de risco controlar a bebida e não deixar que ela o controle:

– Estipular uma meta máxima de doses por dia – o ideal é que ela não extrapole 1 dose para as mulheres e 2 doses para os homens.

– Evitar beber em casa ou sozinho

– Dar uma hora de intervalo entre uma dose e outra de bebida alcoólica e, enquanto isto tomar um refrigerante, água ou suco.

– De cada dois bebedores de risco, um precisa de ajuda extra para controlar o consumo de álcool.

É importante lembrar que o alcoolismo entre as mulheres é mais grave:

– risco de hipertensão e insuficiência cardíaca é 40% maior o dos homens

– risco de cirrose é três vezes maior no sexo feminino que no masculino

– há um aumento do risco de câncer no alcoolismo e, na mulher o câncer costuma aparecer 5 anos antes do que entre os homens.

– osteoporose: mulheres com menos de 60 anos que tomam de 2 a 6 doses de álcool tem risco 30% maior de fratura de colo de fêmur.

– problemas de memória associados ao risco da bebida são 30% mais comuns entre as mulheres que entre os homens.

– a ocorrência de depressão é 30-40% maior entre mulheres dependentes de álcool do que entre homens na mesma situação. A anorexia e bulimia estão presentes em 15 a 32% das pacientes que abusam do álcool.

– a probabilidade do aparecimento de rugas decorrente do uso do álcool é 30% maior do que no sexo masculino.

 Alguns conceitos do AA (Alcoólatras Anônimos)

Expressões comumente ouvidas no A.A. são: “Se você não tomar esse primeiro gole, não pode ficar bêbado” e “Uma bebida é demais, e vinte não satisfazem”.

Muitos de nós, quando começamos a beber, nunca queríamos ou nunca tomávamos mais de um ou dois tragos. Mas com o passar do tempo, aumentamos a quantidade. Depois com o passar dos anos, encontramo-nos bebendo cada vez mais, alguns de nós embriagando-se e continuando bêbados demais. Podia ser que nosso estado nem sempre se mostrasse em nosso falar ou caminhar; mas, nessa época, nunca estávamos totalmente sóbrios.

Se isso chegava a nós preocupar, tentávamos reduzir a bebida, limitarmo-nos a um ou dois goles ou mudar de bebida forte ao vinho. Finalmente, tentávamos limitar a quantidade a fim de não ficarmos tão desastradamente bêbados. Ou até mesmo ocultar quando bebíamos.

Contudo, todas essas medidas tornavam-se cada vez mais difíceis. Vez por outra, procurávamos entrar em abstinência e, por certo tempo, nada bebíamos.

Como tempo, voltávamos a beber – só uma. E, como aquela parecia não nos causar dano sério, achávamos que podíamos tomar outra. Talvez fosse só isso que tomássemos no momento, e era grande alívio verificar que podíamos tomar uma ou duas… e depois parar. Alguns de nós fizemos isso muitas vezes.

Mas a experiência provou que tudo não passava de uma armadilha, que nos convencia de que podíamos beber com segurança. Então, chegava a ocasião (uma comemoração especial, uma perda pessoal ou nenhum acontecimento em particular) quando dois ou três goles nos deixavam muito bem, e assim achávamos que mais dois não podiam fazer mal. E, sem a menor intenção de fazê-lo, encontrávamo-nos de novo, bebendo demais. Estávamos de volta onde já estivéramos – bebendo em exagero, sem realmente querer.

Tais experiências repetidas forçaram-nos, inapelavelmente, a esta conclusão lógica: se não tivéssemos tomado o primeiro gole, nunca ficaríamos bêbados. Portanto, em vez de planejar não beber jamais e limitar o número de bebidas ou a quantidade de álcool, aprendemos a concentrar-nos em evitar apenas o primeiro gole.

Com efeito, em vez de nos preocupar em limitar o número de tragos depois de uma bebedeira, evitamos o primeiro que lhe dá começo.

Parece quase ridiculamente simplista não é? É duro para muitos de nos acreditarmos que nunca, por nós mesmos, o imaginamos antes de vir para A.A. (naturalmente, para falar a verdade, nos nunca quisemos mesmo abandonar a bebida, até aprendermos algo sobre alcoolismo.) Mas o ponto-chave é: sabemos, agora, que isto é que funciona.

Em vez de tentar avaliar quantos goles podemos suportar (quatro, seis uma dúzia?) lembramos: “somente não tome esse primeiro gole”. É bem mais simples. O hábito de pensar desta maneira ajudou centenas de milhares a permanecerem sóbrios durante anos.

Os médicos especialistas em alcoolismo nos dizem que há abalizado fundamento clínico para evitar o primeiro gole. É este que leva, imediatamente ou mais tarde, à compulsão para beber cada vez mais, até nos encontrarmos em dificuldade com a bebida novamente. Muitos de nós viemos a acreditar que o alcoolismo é dependência de uma droga – o álcool – e, como dependentes de qualquer sorte que desejam manter a recuperação têm de manter-nos distantes da primeira dose da droga que nos fez seus dependentes. Nossa experiência parece provar isso, como se pode ler no livro “Alcoólicos Anônimos” e na nossa revista “Vivência”, e você pode ouvi-la onde quer que membros de A.A. se reúnam e a partilhem.

Links Úteis:

Constatação da OMS (Organização Mundial de Saúde)

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/estilos+de+vida/alcoolismo.htm

Matéria Completa da Veja

http://veja.abril.com.br/090909/boia-prevencao-p-86.shtml

Teste para saber se você é alcoólatra (Alcoólatras Anônimos)

http://www.alcoolicosanonimos.org.br/modules.php?name=Conteudo&pid=3

Ter coragem de se olhar no espelho e assumir…Isso é Garra!

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