Ainda necessitamos agir como Romeu e Julieta?

Arpoador, dia de sol. Mas não daqueles que irritar, sol agradável de acalentar. Lembro-me que fui parar lá com um amigo meu. Talvez hoje ele nem se lembre disso, mas para mim foi e sempre será um dia inesquecível.

Fui levada em meados de 1992 a assistir Romeu e Julieta com o Grupo Galpão em uma praça lá no arpoador. Para quem não sabe o Grupo Galpão é um grupo de teatro de rua (tipo mambembe) originário de Belo Horizonte fundado em 1982. Obteve sua fama quando encenou justamente Romeu e Julieta de Shakespeare, recebendo prêmios do júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e Shell especial. Também fez várias turnês nacionais e internacionais e em 2000 tornou-se o primeiro grupo a se apresentar no Globe de Londres, famoso local onde se encenam peças de Shakespeare.

Já sobre Romeu e Julieta devo comentar que a história é um tanto interessante. Embora escrita entre 1591 e 1595, ainda nos leva a reflexão. Vejam: Por amor, acidentalmente dois jovens acabam se suicidando. Tudo, pois suas famílias não se suportavam. Após a morte não intencionada do casal, as famílias acabam ficando amigas. Isso não te parece um tanto contemporâneo? Ainda vivemos uma época em que para que haja união, para que haja modificação é necessário cometer atos trágicos. Do contrário ninguém cede. É preciso que o mundo venha abaixo para que as pessoas vejam o que está se passando, do contrário ninguém se une. Bem intrigante não? De 1591 a 2010 temos aí uma longa estrada e não mudamos? Não refletimos? Não amadurecemos?

Voltando ao Grupo Galpão, enquanto estavam com sua turnê no Rio fui assisti-los mais umas três vezes, isso porque as primeiras eu só chorava e não conseguia ver nada. Era muita pureza, muita beleza junta.

Para ilustrar publico fotos que tirei no dia e ainda a letra de Lua Branca que era usada o tempo todo na peça entre o casal.

Fotos Arpoador

Lua Branca

Chiquinha Gonzaga

 

Ó, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda . comigo
Ai, por quem és, desce do céu, ó, lua branca
Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Ó, lua branca, por quem és, tem dó de mim

 

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Obrigada pela atenção.

 

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