Perfeccionismo? Errar é humano.

Perfeccionismo. Taí, ótimo assunto. Estava mesmo pensando em que ia publicar quando li um comentário no Facebook de um amigo dizendo: “É muito fácil ser “perfeccionista” quando a parte da “perfeição” tem que ser suprida por terceiros, e não por quem está cobrando.” – Obrigada pela citação Marco Barbosa, me inspirou completamente.

Respondi no ato que ele tinha razão e ele replicou dizendo que eu fosse perfeccionista comigo mesma, pois já bastava.

Acontece que nasci perfeccionista, e sinceramente, isso sempre foi uma espécie de prisão. É como vejo hoje é claro. Nunca havia percebido isso antes. Sempre quis tudo corretíssimo, nunca admiti um erro sequer em mim. Se alguém apontasse um, era o meu fim. Sempre fiz de tudo para que a perfeição vencesse.

Sinceramente, depois de muito tempo, e depois de analisar muito ao redor, comecei a perceber o quanto aquilo era patético. Nunca, por mais que eu tente, serei perfeita. Sou um ser humano ora pois pois. Tenho todo o direito do mundo de errar.

Comecei a praticar o verbo: Eu erro, tu erras, ele erra. E atire a primeira pedra quem nunca errou.

Acho hoje, que o segredo está em tentar a cada dia em que se acorda ser um pouco melhor que no dia anterior. Que quando decidimos fazer algo devemos sim dar o nosso melhor. Mas devemos estar preparados para o fato de que, sim, podemos “comer mosca” e não há nada demais nisso.

Se errou peça desculpas. Se o caso não é para se desculpar, dê desconto no trabalho. Ou outras artimanhas….

Eu já trabalhei muito com eventos e planejei tudo “perfeitamente”, porém sempre ensinei a todos que o melhor organizador de eventos é aquele que sabe esconder o erro, pois por mais que se planeje, por mais antecedência… Na hora “H”, alguma variável incontrolável irá acontecer e o público não poderá perceber.

Ou seja, o mesmo serve para a vida… Por mais que façamos mil planos e tenhamos tudo certo, nunca saberemos o que iremos encontrar na esquina.

Não dá definitivamente para ser perfeito, mas dá para tentar ser o melhor. E principalmente dá para admitir nossa humildade de que não somos Deuses onipotentes.

Cá entre nós, quem colocou isso na nossa cabeça foi a mídia, e nós caímos. Nunca se esqueçam, em nossos corpos tem sangue, um coração que bate, se apaixona e uma mente que cria.

A vida é curta demais para nos atermos a tantos pontos e vírgulas e nem sempre acertamos o alvo.

Errar É humano.

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