Quer Oscar? Wilde? ou Wild Thing?

“Quando alguém está apaixonado, começa por enganar-se a si mesmo e acaba por enganar aos outros. É o que o mundo chama romance.” – O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde.

Está bem, não vou mentir isso não saiu assim da minha cabeça. Um amigo publicou essa citação e pronto comecei com meus devaneios…

Isso é o que mais acontece. Apaixonamos-nos seja lá pelo o que, por alguém, por nós mesmos, por algum projeto, pela vida. O fato é que nos apaixonamos. E é ótimo ficar apaixonado, não há nada melhor. Faz a roda girar. Faz com que possamos seguir apaixonados fazendo o que desejamos.

Já na citação de Wilde, começamos por nos enganar. Esse é o perigo. E não ao mesmo tempo. Se conseguirmos nos enganar de forma lúcida, quero dizer nos enganar não nos enganando, simplesmente acreditando que as coisas são possíveis está ótimo. Agora se começamos a delirar a ponto de achar que somos o que não somos o barco afunda.

Se conseguirmos nos apaixonar estilo “pés no chão” sabendo que sim estamos projetando as coisas para o bem ou para algo produtivo e ao mesmo tempo com a cabeça no lugar entendendo que aquilo pode vir a não dar certo está bem.

Agora o problema é quando viajamos tanto no que criamos que quando percebemos que não conseguimos o que sonhávamos ou que não deu certo aquele “tal” projeto, ou amor, seja lá porque, talvez apenas por variáveis incontroláveis, acabamos por nos exasperar ou até nos perder de nós mesmos.

O que estamos querendo da vida? Criar personagens para atuar por aí e receber o Oscar? (desculpe o trocadilho com o autor da citação). Não. Sejamos reais. Enganar-nos para que? Se apaixonar sim. Olhos vendados não.

Volto à citação- é o que o mundo chama de romance. Que bom. Sejamos românticos. Por que não? Romanticamente apaixonados pela vida entendendo que somos ao mesmo tempo humanos. Envelhecemos. Bingo: Envelhecemos. Motivo que exasperou Dorian Gray, personagem do livro de Oscar Wilde, quando percebeu que iria ficar velho. Então qual motivo para tanta enganação?

Quer saber. Acho sinceramente que é melhor viver de forma um pouco mais “Wild” (ai trocadilho horroroso, mas vai fazer sentido, continue lendo), um pouco mais – para quem não sabe o significado da palavra – selvagem, mais livre, mais entregue.

Como na música que estou publicando (vídeo e letra) deixando que as pessoas/coisas façam seu coração cantar. Na música é feita a pergunta se existe amor de verdade e é pedido um abraço apertado.

Pois nos abracemos, cantemos, vivamos, sem nada demais. Sem enganação. Na real e sendo livres para o que somos. Apaixonados ao mesmo tempo, por tudo e por todos. Afinal, amanhã é outro dia e não sabemos de nada. Máscaras atrapalham qualquer romance. Tudo fica muito mais “wild” se somos verdadeiros.

Com vocês….Wild Thing…

Wild Thing –  The Troggs

(Refrain:)

Wild thing
You make my heart sing
You make everything…groovy
Wild thing

Wild thing, I…think I love you
But I wanna know for sure
So come on, and hold me tight
I love you

(Refrain)

Wild thing, I…think you move me
But I wanna know for sure
So come on, and hold me tight
You move me

(Refrain)

Come on, come on, wild thing
Shake it, shake it, wild thiing

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