Simpsons – O tem a ver com Escher?

Mauritis Cornelis Escher (1898-1970) foi um artista plástico holandês, conhecido por suas xilogravuras, litografias, e meio tons. Tais têm como tem como tendência representar construções impossíveis (será?), preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses.

Escher, para os que não sabem, era uma criança doente que necessitou estudar em escola especial. No entanto era excelente desenhista. Lidou com carpintaria, estudou piano até treze anos, freqüentou faculdade de decoração e arquitetura e tentou especialização. Porém sua doença de pele, o impediu dar continuidade, passando à arte decorativa.

A capacidade de gerar imagens com efeitos de óptica, entrelaçando uma figura à outra repetidamente, formando balões geométricos, consistindo no preenchimento regular do plano, acabou sendo seu ponto de partida para seus trabalhos mais impressionantes e famosos.

E os Simpsons? Estou doida? Escher criou ou desenhou Os Simpsons? Claro que não, né. Não viveu na mesma época, e nem sequer posso saber se iria gostar de ver Bart Simpson e sua turma. Mas posso lhe dizer que a influência de seu trabalho foi/é tão forte que já foi citado em tira ‘Life in Hell’, e em episódio do Futurama do criador Matt Groenning (criador de Os Simpsons), que quando criança costumava colecionar pôsteres do Escher.

Acham que para por ai? Não. Escher já foi citado em episódios como: Os Padrinhos Mágicos e Family Guy, foi usado em jogos: Sonic (do Mega Drive) e Lemmings, fez parte de videoclips: Around the Word (Daft Punk), Drive (Incubus), Inspirou certa cena no filme Labirinto com David Bowie e ainda a abertura da novela Top Model.

Acho sempre interessante pensar “o nada se cria tudo se copia”, todos têm a mania de repetir isso. Já prefiro refletir que se cria sim. Cria-se baseado em modelos que lemos, vimos, estudamos. Então apenas por que fazemos referência à alguém anterior, deixa de ser criação? Não sou a favor disso. Pessoas brilhantes existem/existiram para criar, dividir e espalhar a sabedoria. Não para trancarem suas obras na gaveta.

Gosto da idéia que obras têm vida própria, e que funcionam como fontes de inspiração a novas criações. Um cria uma coisa, e outro cria outra em conseqüência disso. Como uma rede, e não como uma Xerox.

E se artes tem vida própria, e provocam sentimentos diferentes em cada pessoa, quem usa em sua criação não está copiando, e sim criando em cima do que sentiu. O que penso. Longe de mim querer que alguém aqui concorde. Quem sou eu? Nunca nem consegui meus 15 minutos de fama prometidos por Andy Warhol (risos).

Enfim, a boa pedida para esse final de semana é conferir algumas obras desse artista no Centro Cultural do Banco do Brasil. Pelo menos é o que pretendo fazer, uma vez que escutei a opinião de um amigo não se contendo e ligando estupefato lá de dentro para que eu não perdesse e não deixasse de ver as obras “Torre de Babel” e “Répteis”.

Só espero que os “Répteis” não estejam perto da “Torre de Babel” coitados, senão não vão entender nada do que estão falando entre si (risos).

Isso já cabe a nós seres humanos que não conseguimos diferenciar ‘alhos de bugalhos’ não é mesmo?

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