O Processo – Kafka, Singing in the Rain ou Happy when it Rains?

***Garra no comando

“Depois da tempestade vem a bonança.”

Quantas vezes já escutamos isso? Parece que essa tal dessa tempestade nunca irá cessar e a bonança muito menos aparecerá, não é?

Tem horas que o ‘meu sangue ferve por você’… seu danado de ditado sem cabimento.

Não irá parar de chover coisa alguma. Quem mandou cantarem ‘tomara que chova três dias sem parar… ’ Agora vai é ficar chovendo direto. Chovendo problemas, burocracias, gente invejosa, etc. A ‘lista é de Schindler’…

Hoje o mundo parece espelhar o narrado no livro “O Processo” do Kafka, quando o personagem é acusado de um crime e não sabe que infração cometeu. No romance inteiro Josef K fica em busca de descobrir o que fez, e quanto mais ele tenta, maior a burocracia, e mais complicada fica a situação para o lado dele. (vejam link retirado da Wikipedia para terem melhor idéia)

O que fazer? Ficar encharcado na chuva? Tornando mais complicado o caminhar? Meter os pés na água suja que sai dos bueiros de chinelo?

Sugiro que sigamos o “Singing in the rain” com a famosa interpretação de Gene Kelly no filme, e não o “Happy when it rains” da banda Jesus and Mary Chain  (que por sinal adoro.*** as duas músicas)

Lancemos mão de guarda chuvas, capas, e galochas e enfrentemos com coragem. Desistir é coisa para quem tem ‘coração de papelão’.

(publicadora falando… Garra: Simoni e Jairzinho são um pouco demais, não? – nada contra, pois sou plural, mas vai devagar… risos).

Essa publicadora é intrometida… ai ai, vou fingir que nem li (risos). Continuando… (se ela fizer o favor de não me interromper)…

Desistir é para fracos, para quem sai em tempestade de chinelo. Tá pedindo pra levar chinelada, isso sim. Os que não são preparados, esses meu caro leitor, serão levados pela correnteza.

Nunca se viu tanto confete e purpurina no salão. Usados fora de época de carnaval. Óbvio, alguns não conseguem ter brilho próprio e necessitam lançar mão de artifícios externos, ou pior, diminuir o amigo que brilha para poder aparecer. Assim, correm logo para o interruptor para apagar a luz. Para o disjuntor, tentando apagar geral, ou para o amplificador, puxando o fio. Puxar o tapete já caiu de moda faz tempo.

É chegado o momento de clamar aqueles que possuem brilho próprio e nato, que usem mecanismos isolantes para não levarem choque, que usem estabilizadores e tudo o que for possível para se defenderem.

Andem erguidos e se preciso com ‘as armas de Jorge’, para que consigam talvez iluminar os coitados que estão cegos. São dignos de pena ‘não sabem o que fazem’ e necessitam não de nossa raiva e sim de nossa destreza ajudando aos mesmos a seguirem o ‘caminho amarelo de Doroty’ e encontrarem o coração de leão (O Mágico de Oz).

Se revoltar não é atitude inteligente. A ira irá fazer mal a você próprio, causando danos a sua saúde física e mental (já comprovado cientificamente).

A energia mesmo negativa, não deixa de ser energia em alta voltagem. Pois tratemos de reciclá-la e usá-la a nosso favor, invertendo e fazendo algo produtivo com isso.

Respire, encoste, medite, e encontre uma forma de encaminhar aqueles que estão perdidos. Se possuem tanta energia para fazerem o mau, essa energia poderia estar sendo usada para outra coisa. Se são inteligentes podem ajudar essas pessoas, ao invés de rechaçar.

No entanto é preciso cuidado, pois só se pode ajudar aquele que quer ser ajudado. Se percebe que está ‘dando pérolas a porcos’, amigo, o melhor a fazer é deletar e bloquear de suas vidas e deixar que o mundo tome conta. Pois ‘se querem teu sangue, terão o teu sangue só no fim’ (Cidade Negra)

Alguns têm capacidade de crescerem sem ter que tomar ‘Biotônico Fontoura’, e brilham sem ter que gastar tanto em purpurina ou calejar seus dedos desligando os ‘aparelhos’ dos outros. Mas isso é para poucos. E esses têm o dever por possuírem esse dom, de encaminhar os são pobres e desnutridos.

Para ilustrar, vejam a tradução de “ Happy when it Rains” com meu comentário alienígena. Ou seria ALIENado?

Feliz quando Chove ( Happy when it Rains – Jesus and Mary Chain)

Dê um passo para trás e assista a coisa doce

Quebrando tudo o que ela vê

Ela pode roubar meus sentimentos mais escuros

Rasgar até que me jogue de joelhos

Ligado na sua “maneira” forma elétrica

Onde as coisas se curvam e quebram

E sacodem as regras

Falando rápido no topo de nada

Eu quebraria minhas costas por você

Não sei porque, Não sei porque

As coisas vaporizam e sobem para o céu

E nós tentamos com toda força

E parecíamos tão bonitos juntos

E vivíamos nossa vida em preto

Mas alguma coisa sobre você sentia como dor

Você era o dia de sol chuvoso

Você era as nuvens do céu

Você era o mais escuro céu

Mas sua boca falava ouro e mel

É por isso que eu fico feliz quando chove

Fico feliz quando chove muito

Olhando para mim e me divertindo com algo

Isso sente como, isso sente como dor

Para meu cérebro

E se eu te disser algo

Você me joga de volta ao nada

Estou no topo de algo

Você me puxa para trás

E eu fico feliz quando chove

Comentário:

Que pessoa é essa que ele está colado? Lobo vestido de carneiro? Tentando apagar a luz do cara? “Estou no topo de algo, você me puxa para trás”

Por que ele fica feliz quando chove? Não seria porque é melhor que chova ‘três dias sem parar’ ou mais em chuva real, para poder abrir o guarda chuva, colocar capa e galocha? Se proteger?

Ele cita na música “Você era o dia de sol chuvoso”. Tem coisa pior? Pensa que está sol, mas está chovendo! Mais uma vez lobo em pele de carneiro.

Melhor a chuva, pois sabe onde está se metendo. Melhor ficar feliz quando chove, pois sabe como se defender da chuva. Antes chuva que sol mentiroso.

Se prestar atenção a música fala ainda mais do que estou comentando aqui. Mas deixo a interpretação por conta de vocês.

Finalizo dizendo… Cuidado: Não dêem ‘pérolas a porcos’, prestem atenção aos ‘lobos vestidos de carneiro’. “O Processo” do Kafka? Sim, então criemos uma forma de nos reciclar e inverter a energia. Viver a base do “Ame e dê Vexame” (Roberto Freire), sem cair nas bolinhas do “Jogo das contas de vidro” (Hermann Hesse), encaminhando “O Estrangeiro” (Albert Camus), e nos transformando aos poucos em “Sidarta” (Hermann Hesse).

Link para O Processo no Wikipedia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Processo

‘Happy when it Rains’:

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