TOC?! Quem bate à minha porta? Fernando Pessoa – Numb – U2

**** Por Simone Sá Pinto.

(Post baseado em matéria lançada pela revista MenteCérebro em Abril 2001 por Robert L. Leahy)

Segundo matéria lançada pela revista citada acima, doenças como “Fobia Específica”, “Transtorno do Pânico”, “Transtorno Obsessivo-Compulsivo” (TOC), “Transtorno de Ansiedade”, “Transtorno de Ansiedade Social” (TAS), “Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT); estariam todas ligadas ao tormendo da ansiedade.

Robert cita já no início que “muitos de nossos medos estão atrelados a precauções ultrapassadas; por isso, tantas vezes respondemos a estímulos de maneira que nos prejudicam; questionar crenças pode ajudar a evitar fobias e inquietações exageradas”

Segue complementando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em uma década cerca de 20% dos moradores das grandes cidades sofrerão de algum tipo desse transtorno.

Os índices, segundo ele de ansiedade em geral aumentaram vertiginosamente nos últimos 50 anos.

Porém, estou aqui para apavorar ainda mais você? Não! Muito longe disso. A idéia é informar que sim, HÁ saída para isso.

Hoje o post está se atendo ao TOC

TOC:

“Caracterizado por pensamentos recorrentes ou imagens (obsessões) estressantes – por exemplo: A pessoa teme em ser contaminada, perder controle em público, cometer um erro ou se comportar de maneira inadequada. Para fugir disso, tem a necessidade urgente de realizar certas ações (compulsões) que, em sua vida fantasia, neutralizarão esses pensamentos instrutivos: Lavar-se, realizar rituais, fazer verificações constantes, etc. O transtorno em geral leva a depressão e afeta cerca de 3% da população” (Trecho retirado da mesma matéria)

Conheço uma pessoa que por possuir tal doença penteia o cabelo em diversos espelhos. E nunca está satisfeita.

Um bom exemplo para se entender como a doença procede é o filme estrelado por Jack Nicholson – “Melhor Impossível” (As good as it gets). O filme deixa bem claro como a doença se apresenta, no entanto, é importante ressaltar que Jack Nicholson interpreta um personagem que possui a mesma em estágio alto.

O que quero dizer com isso? Estágio alto? A doença possui níveis. Quem a possui pode estar no nível 1,2,3, e assim por diante. Apenas um psiquiatra pode definir isso. Quanto mais alto o nível mais alta a obsessão.

Agora, imagino que deva estar em você a tal pergunta: Tem cura?

Sim! Pode ter dependendo do nível, e quando não tem pode, sim ter controle. O próprio filme responde essa questão.

Para que seja obtida a cura ou controle, o primeiro passo é a aceitação. Para quem assistiu “Melhor Impossível” pode saber que durante todo o tempo o personagem se recusa a medicação e age de forma doentia. Ao final resolve seguir o tratamento e enfim consegue se controlar.

Exige aceitação, e grande busca interior daquele que possui a patologia. Exige ainda mais do que isso. Responsabilidade!

Ser adulto o suficiente para não simplesmente ir ao psiquiatra e aceitar qualquer medicação, mas ler a bula do remédio de “cabo a rabo”. Saber o que pode e o que não pode. Discutir com o médico se esse é realmente o melhor caminho para você. Confiar sua vida a seu médico. Não esconder dele certas coisinhas que apronta fora. Do contrário esse médico nunca poderá lhe ajudar.

Confirmar na bula: Eu posso enquanto faço uso dessa medicação fazer uso do álcool? (Adoro essa pergunta. – risos). NENHUMA, nem remédio para dor de cabeça, funciona se estiver bebendo. Qualquer bula de remédio irá lhe mandar parar de beber.

Ah, e sua vida vai acabar se não beber? Faça-me o favor… Vai acabar é se você continuar nessa de não se tratar. Ou será que você precisa de muletas para se divertir, para rir, para dançar? Isso é mito! Fuga!

Eu sei, tenho consciência, seus amigos não entenderão. Dirão que é só hoje. Você dirá a si mesmo que é só hoje, mas, por favor… Sua doença não é só hoje!

E lhe garanto uma coisa. Essa, por experiência. Não bebo e me divirto, danço, saio, vou a boates, morro de rir como qualquer outra pessoa. Sua diversão e alegria, não estão ligadas a isso e SIM a sua saúde, física e mental.

Quer ficar bem? Perseverança é a palavra de ordem.

*** Segue poema de Fernando Pessoa como ‘Cancioneiro’ que ilustra bem a angústia de alguém que está vivendo durante esse processo, e como trilha sonora ‘Numb’ do U2 que de certa forma exemplifica o de sentimento de paralisia perante os fatos.

23/5/1932
(Cancioneiro)

Quem bate à minha porta

Tão insistentemente

Saberá que está morta

A alma que em mim sente?

 
 

Saberá que eu a velo

Desde que a noite é entrada

Com o vácuo e vão desvelo

De quem não vela nada?

 
 

Saberá que estou surdo?

Porque o sabe ou não sabe,

E assim bate, ermo e absurdo,

Até que o mundo acabe?

 
 

*** Numb – U2

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