Para mudar é preciso Garra | I Walk the Line, Johnny Cash

***Por Simone Sá Pinto

De que adianta ficar pensando e pensando e pensando e pensando… nas marcas do passado?

De certo modo avaliar o passado pode ter boa função se tal é feita para transformá-lo em veículo de evolução. Se apenas fica preso às memórias e as resume em barreiras, acaba-se por ‘girar em círculos’ nunca atingindo seus sonhos, e ou, melhor dizendo objetivos de vida.

Quando menciono evolução, seja ela qual for, necessário se faz o entendimento de que evoluir muitas vezes está relacionado a mudanças. Podendo ser as mesmas de diversas categorias.

Mudanças, evolução, estão atreladas à construção ou renascimento de um novo posicionamento perante determinada situação.

Uma vez identificado o desafio, entra-se em estado de decisão de como será feita tal modificação, lembrando que a mesma irá representar o renascimento de uma diferente concepção perante o comportamento já estabelecido em sua personalidade.

Certas vezes a alteração necessita ser radical, em outros casos trata-se apenas da adequação ao novo caminho que determinou trilhar.

Em ambos, devemos manter em mente que iremos abandonar algumas coisas em prol de alcançar o novo, e tal abandono pode acarretar momentaneamente algum tipo de sofrimento.

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Avaliemos o nascimento de um bebê:

Após nove meses no útero materno, quando nasce chora, ainda não está acostumado aos sons do novo ambiente, e muito menos a nova alimentação que não será mais através do cordão umbilical.

Aos poucos cresce, balbucia palavras, acostuma-se ao leite, engatinha, e finalmente aprende a falar e andar.

Devemos levar em consideração que ao fazermos a decisão de mudança, iremos como o bebê passar por estágios até conseguirmos ‘andar e falar’ normalmente.

Na idade adulta informações estão registradas em nosso cérebro, tornando maior a provação em enfrentar o movimento da mudança.

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PARA MUDAR É PRECISO GARRA:

Mas exatamente o que estou querendo pontuar quando cito a necessidade de ter garra? Exatamente o que seria ter garra? Poderíamos considerar garra um movimento onde tomamos atitudes de forma apressada tentando resolver tudo ao mesmo tempo?

Em meu pensamento não consideraria isso uma atitude de GARRA e sim de EXASPERO, munido pelo sentimento de ansiedade.

Tentar modificar aquilo que por anos está fixado em nós de uma só vez pode vir a ocasionar um verdadeiro desastre.

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Um exemplo que costumo usar de forma metafórica sobre o assunto é a tentativa de um ocioso fazer uma visita à Igreja de Nossa Senhora da Penha.

Tal igreja situada no bairro da Penha na cidade do Rio de Janeiro, é famosa por possuir uma longa escadaria, muitas vezes usada por pagadores de promessas devido ao fato de ser tão extensa (382 degraus). A ideia de conseguir subir tantos degraus é considerada como pagar uma pena e aliviar pecados cometidos por alguns católicos.

Façamos uma análise de um(a) ocioso(a) que decide subir tal escadaria apenas no intuito de conhecer a igreja.

Já entendemos que essa pessoa NÃO possui preparo físico. Caso faça a decisão aliando a ansiedade de chegar à Igreja rapidamente de subir os tais 382 degraus de uma só vez, sem parar, em que condições esta pessoa chegará?

De início, nem sequer podemos saber se tal pessoa conseguirá subir todos ou se irá passar mal no percurso. Caso consiga, assim que acabar necessitará ser resgatado por ajuda médica, pois muito provavelmente ‘cairá dura’ com algum problema cardíaco.

Mais adequado seria agir com GARRA. Com a garra de entender que nessa vida é necessário tomar posse de um degrau de cada vez para só então se aventurar ao seguinte.

De certo modo já carregamos uma ‘bagagem em nossas costas’, no que se refere a atos repetidos aos quais estamos viciados e que no caso estamos na tentativa de mudar.

Se optarmos por subir um degrau de cada vez, no decorrer do trajeto teremos oportunidade de ver a paisagem ao redor por ângulos diferentes. Tudo isso aumentará a possibilidade de alcanço da visita à ‘Igreja da Penha’, ou seja, nossos próprios objetivos.

Basicamente GARRA está no saber enfrentar a vida degrau por degrau, conquistando maior conhecimento de nosso ‘EU’, enquanto avaliamos os movimentos de mudança ao nosso redor e os transformamos em ensinamentos na edificação de nosso objetivo.

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Existe alguma coisa que gostaria de mudar em você?

Se a resposta é positiva, identifique o que necessitará para facilitar sua jornada e finque o pé no primeiro degrau.

Uma coisa é certa, assim como no movimento do crescimento do bebê os primeiros degraus serão os mais difíceis, porém em breve ganharás resistência e ao olhar rapidamente para trás sentirás orgulho pela vitória dos que já subiu.

Minha dica? Tenha GARRA!

@ A escolha dessa música como ilustração ao post, se dá em função do fato de que em sua história de vida Johnny Cash necessitou realizar sérias mudanças em seu comportamento para atingir o objetivo de se casar com June Carter. Essa canção foi escrita na intenção e busca dele em tentar andar na linha (I Walk the Line)

I Walk the line | Johnny Cash

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