Quadrados? (Simone Sá Pinto) & Mondrian

Quadrados? (Simone Sá Pinto)

Quatro lados iguais

Símbolo de perfeição poderia assim ser

Mas não,

Aquele que mente aberta não possui

Chamado de quadrado o é

Para no tempo

Deixa a vida levar no relento

Perfeição não há

Aprender a ser círculo, hexágono, triângulo, retângulo…

Passear por entre as formas sendo abertos e mutáveis

Completos de erros e acertos admiráveis

Permitir para o EU olhar

Saber que dividir é somar

Entender que respeito deve haver em pensamentos diferenciados

Descer de nossas fortalezas e aceitar força e fraqueza

Equilíbrio caminho é

Exagero tanto para um lado quanto para outro é exaspero

Clamo por reciclagem do ser humano

Por amor e compreensão sem distinção.

Imagem

Pieter Cornelis Mondrian, geralmente conhecido por Piet Mondrian (Amersfoort7 de Março de 1872 – Nova Iorque1 de Fevereiro de 1944) foi um pintor Holandês modernista. Participou do movimento artístico Neoplasticismo e colaborou com a revista De Stijl.

A fase de sua obra, mais popularmente difundida, se caracteriza por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a percepção a ver profundidade na tela). Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ou não serem preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços. Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente, reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção de sua obra como uma abstração materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstração racionalista, espiritualista e, sobretudo concreta do mundo. Sua obra, muitas vezes copiada, continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade que a apropriam como design, sem necessariamente levar em conta sua fundamental e filosófica recusa à imagem.

Em 1930, Lola Prusac estilista da Casa HERMES criou uma linha completa de bolsas e malas que são inspiradas directamente das obras de Mondrian com cortes vermelhos, amarelos e azuis. (fonte:Wikipédia)

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Se avaliarmos a fase mais popularmente difundida da obra de Mondrian, perceberemos que enquanto produzia assimetricamente e reforçava a ideia de um movimento superficial se estendendo perpetuamente, tal obra criticava a pintura histórica sim, no entanto produzia uma abstração racionalista, espiritualista e concreta do mundo, chegando a inspirar publicidade, moda, e a filosófica recusa a imagem.

Quando pensamos nisso de perto e cautelosamente, vemos que algumas coisas se assemelham com o que acabei de escrever. Em meu texto falo sobre formas, e o quanto aquele que se julga perfeito em meu ponto de vista é quadrado, e da necessidade de recusa de imagem assumindo seu verdadeiro EU. Só desta maneira através do que Mondrian coloca como abstração racionalista e que eu estou colocando como equilíbrio, percebo ser possível saber o que realmente é o amor e como respeitar a opinião do próximo que possui uma ‘forma’ diferente de pensar.

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